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Apanha de bivalves

Apanha de bivalves

Marisqueio tradicional

Ainda é possível presenciar, embora em menor escala, as artes dos mariscadores que lavram os esteiros férteis da Ria do Alvor ou da Ria Formosa, e exploram rochas e cabeços à beira-mar, à procura dos moluscos que fazem as delícias de nativos e turistas.

A apanha das conquilhas é feita com o mar pela cintura e a ajuda de uma bolsa de arrasto, enquanto que para arrancar o berbigão há que raspar nas restingas ou cabeços com um ferro. As amêijoas, essenciais no famoso prato de xerém algarvio, são comuns ao longo das rias, sendo suficiente cavar, na lama e na areia, com uma pá para as apanhar.

Os percebes, que aparecem em cachos nas rochas da Costa Vicentina, são difíceis de despegar, ao contrário do mexilhão, que é fácil de retirar das pedras dos cais e das barras, onde é comum alojar-se.

Os burgaus, ou burriés, são pequenos caracóis do mar que vivem nas rochas perto do oceano, sendo a apanha executada na baixa-mar, tal como acontece com a amêijoa pata-de-burro, espécie exclusiva da zona costeira. O lingueirão é habitualmente pescado com uma adriça, um género de “pau” metálico que é enfiado nos buracos onde os bivalves se escondem para os capturar.

Actualizado em: 02-10-2014

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