Festejar as tradições
Pagãs ou religiosas, ou um misto das duas, as festas populares do Algarve são o cimento da identidade cultural, mantendo vivas tradições e costumes, em celebrações cheias de colorido, música, dança e quantas vezes, uma alegre brejeirice.
Na altura em que as amendoeiras começam a florir, o Entrudo, ou Carnaval, traz para a rua corsos de carros alegóricos a que é difícil resistir. Embora Loulé organize um dos mais faustosos carnavais, há sempre uma celebração numa cidade perto de si.
No primeiro de Maio dita a tradição “atacar o Maio” provando os primeiros figos secos da anterior colheita, regados pela aguardente de medronho.
As festas da espiga continuam por esse mês, e vale a pena ir a Salir, Loulé, assistir ao cortejo etnográfico e ouvir os cantares dos ranchos folclóricos.
Junho é mês de arraial e bailarico nos dias dos Santos Populares – Santo António, São João e São Pedro, em todo o Algarve. Come-se sardinha assada e bebe-se vinho tinto, ao som das marchas populares.
Em Agosto chega o ritual do Banho 29, uma reminiscência da tradição serrenha de descer ao litoral para “fechar” o Verão com um banho de mar “que valia por 29”. Em Lagos, ou na praia da Manta Rota, a celebração inclui fatos de banho época.
Um pouco por todo o litoral, pescadores e “marítimos” celebram procissões no mar, durante Agosto e Setembro, agradecendo e pedindo benesses para a sua perigosa faina.
Durante as cálidas noites de verão, não há vila, aldeia ou cidade que não celebre a sua romaria, onde tradição e modernidade se entrecruzam.


